domingo, 13 de julho de 2008

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Falar palavras o corpo obviamente não
fala.
Ele é um “infante,” termo que significa
precisamente “que não fala”.
Falar o corpo não fala, mas é claro que ele se
exprime. Ele sinaliza intenções, mostra emoções,
assume atitudes, faz mil gestos e mil caras. Não faria
nada disso se faze-las não tivesse alguma função.
Estou me referindo é claro à linguagem corporal, a
mais primitiva forma de comunicação entre os animais.
Portanto, se for verdade que “quanto mais antigo mais
profundo,” a linguagem corporal é então o mais
profundo dos meios de comunicação, tanto entre
animais como entre seres humanos. Na certa, é o
fundamento e o complemento da comunicação verbal.
Vantagem evidente da linguagem corporal sobre a
linguagem verbal: além de ser evidente (isto é, visível)
ela é, por isso mesmo, muito veloz, tanto na sinalização
como no mudar os sinais. Rostos humanos podem
mudar de expressão em fração de segundo. Na verdade,
em um décimo de segundo como já foi medido.
Insistindo: nenhuma palavra poderia ser dita em um décimo de segundo, muito menos uma frase.

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